quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Van Gogh e as cartas de Theo.


Pintor Holandês - 1853/1890 - Impressionismo/pós Impressionismo -
Théo - irmão e amigo de Vicent Van Gogh -

Entre uma correspondência e outra,

o amor e a dedicação fizeram mesmo que por pouco tempo, que um ser humano vivesse mesmo "angustiado," seus dias de vida.
Entre dias ensolarados, e dias chuvosos, Vicent Van Gogh, na busca infinita de si mesmo trilhou caminhos transformados em um labirinto, onde infinitamente buscava a porta que o levaria ao paraíso tão sonhado!
Como é difícil achar um lugar só nosso, onde caiba nossa essência, que prove e comprove que somos de fato únicos!
Construímos muitas vezes castelos de areia, nos descobrimos dentro deles, e ali colocamos tudo como gostaríamos que fosse. Criamos um mundo de sonhos, só não imaginamos que esse castelo um dia possa se desmoronar.
Difícil manter o equilíbrio de viver com as provocações e perturbações, porque no rio da vida, correm águas a todo momento, pois a vida é um desafio incessante!
Todos nós somos " loucos ", difícil é admitir nossas limitações...e entre pinceladas rápidas e pequenas Van Gogh, conseguia através da pintura se manter em sintonia com uma realidade ideal e não uma realidade imposta... nesse momento então era feliz, revelando um mundo de sentimentos e visão!
O amarelo sempre esteve presente em suas telas, causando várias polêmicas, mas para mim, era uma forma de chamar " atenção," de dizer:
Eu estou aqui! -
E nesse momento tenho certeza absoluta que ele mostrava aquilo que existia de mais belo dentro
do seu pequeno castelo de areia!

* Vendeu um único quadro em vida
* Cometeu suicídio -

Homenagem ao DJ- Lucyus -


Pintura 1981/Lucyus - Foto menino/imagem atual-

Recebi por e-mail de Lucyus DJ -(meu sobrinho) essa pintura feita em 1981 - onde eu retratei ele ainda criança, e já nem lembrava mais... e a surpresa me fez escrever sobre ele e seu trabalho.


Entre jogos de luzes, música bombando, a pista lotada, pessoas na maioria vestidas de preto, percings, tatuagens, cada qual no seu estilo...uma noite quente, reveladora, inesquecível na cabeça de muitos... e você ali, diante de uma platéia que espera a fantasia que vem misturada com a loucura, pois eles precisam se sentir livres do julgamento, do medo, da intolerância.

Difícil imaginar o que o outro precisa escutar,difícil imaginar o imaginário!


"A Arte é necessária para que o homem se torne capaz de se conhecer e mudar o mundo!"


Seu trabalho é performático, você se veste por dentro e por fora, para viver um momento, um fato, uma história, travestido muitas vezes, procurando dentro da fantasia, passar a realidade daquele momento, pois a Arte é necessária em virtude da magia que lhe é inerente, onde o preto é revelado, onde a ausência traz o sentido de todas as cores.

Dj Lucyus- conhecido no mundo do Rock, e por suas festas lotadas nas noites cariocas - confira:
http://www.fotolog.com/djlucyus

Ritmos tocados: Rock n'roll/Hard rock/Heavy metal/Punk rock/Thrash/Doom/Black/Gothic rock/Eletro/Sywth/Newage/Classical/world music/Pop music.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ano Novo sem pressa!

Calma slow - uma tentativa -
www.debora70.com.br





O homem desse milênio está" enclausurado em seu quarto "e fechado em si
mesmo.

A dificuldade para a maior parte de nós, é que vivemos num nível demasiadamente superficial, percebido através do pensamento e das emoções, onde as experiências profundas vão ficando para trás.

A falta de comunicação é crescente nessa vida intensa do séc.XXI onde a insensibilidade torna-nos incapazes de perceber muitas reações de nossos semelhantes, onde a surdez e miopia social esta tomando conta mundo, tornando o homem egoísta e solitário!

Um mundo difícil para aqueles que viveram outra época, mas também complicado para aquele que não se deixou dominar por esses "vícios".

É tempo de mudanças internas, capazes de causar mais reflexões, afim de provocar novas visões, como do Frei Leonardo Boff - em Ética & Eco- Espiritualidade:

Sentir que somos terra faz-nos sentir os pés no chão.
Faz-nos perceber tudo da terra,
seu frio e calor, sua força que ameaça,
bem, como sua beleza que encanta.

e redesenhar um mundo totalmente diferente desse, onde o homem encontra-se num estágio de precipitação terrível, embora não saiba para onde corre tanto!

Um mundo onde se possa prestar atenção nos gestos pequenos e cotidianos... voltar a ver, voltar a viver... e entender que o tempo é a revelação daquilo que somos!

domingo, 30 de novembro de 2008

Palhaço/Charlin Chaplin


Quando vamos ao circo, olhamos o palhaço, damos gargalhadas de tudo que ele faz...das suas roupas coloridas, do seu rosto pintado, do nariz c/uma bola vermelha na ponta, mas não vemos o palhaço! Em nenhum momento imaginamos o que há por trás daquela imagem, até então enigmática, que causa em muitos interesses, em outros medo...onde será que está a curiosidade? Será que existe um homem dentro desta fantasia, ou aquele palhaço existe de fato? Onde será que está o homem que habita esse cenário colorido, que corre, faz piruetas, vira cambalhotas, onde será? Talvez dentro deste palhaço, sentadinho feito criança, assistindo a mais um espetáculo, que tem como título:

" O Mundo das Ilusões Perdidas"!

Oh palhaço!


De fato você é aquilo que somos, aquilo que vivemos , aquilo que representamos, pois como dizia um dos maiores palhaços da nossa história:

"Somos todos cidadãos do mundo!"(Charles Chaplin).

Ora choramos, ora sorrimos, e a cada dia surge um novo espetáculo!


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Transformações



A arte moderna é essencialmente uma idade de transformações profundas, de revoluções que mudaram radicalmente a face da terra e edificaram uma nova forma de existência humana e um novo mundo social. Criaram um novo homem e um novo mundo.

O homem moderno exige em última instância, analisar justamente estas transformações profundas, e revoluções que transformaram a face da nossa terra.

A riqueza produzida pela industrialização maciça e pelo desenvolvimento do comércio trouxeram novas idéias de bem estar material, conforto e praticidade.


No começo do sec. xx, essas idéias as quais se acrescentam de originalidade, são trabalhadas, alcançando resultados de ordem em matéria de funcionalidade e limpeza de linhas. Era o início de uma época de estilização. Matéria, cor, e espaço combinados de mil maneiras fundamentam a moderna decoração.

O emprego de ferro fundido, aço, concreto armado, plástico e vidros especiais permitindo por outro lado, o que aconteceu poucas vezes desde épocas extravagantes do barroco e do rococó, ampla liberdade de criação na arquitetura, engenharia e decorações de interiores.

A civilização industrial multiplica e acelera as transformações técnicas, os meios modernos de apresentação de reprodução, coloca ao serviço da arte: multiplicação do livro de arte, fotografia, do filme(td difundido pela imprensa e p/televisão), graças a esses meios, a arte avançou uma dimensão planetária.

Esses meios de informação vem tornando-se um gênero particular dentro da arte, e do cinema - " a técnica oferece a arte novos meios mais econômicos ou mais eficazes, sucinta novos fins, ou se preferirmos, novos estilos." Então o que se pode afirmar, é que o objeto técnico, leva o homem a uma mentalidade nova...

Hoje podemos sentir que a arte desacralizou-se, perdeu sua carga mítica e iniciativa.

Tudo se perdeu com o serviço de publicidade, ou da propaganda, que afasta o homem da sua realidade, e o leva a uma alienação." Onde é levado, ou deixa de ser ele mesmo(perde s/identidade) e passa a consumir tudo que essa força jogada, vem querendo fazer nas cabeças da massa....com isso a arte vai perdendo sua personalidade, pois está subordinada a essa alienação da civilização tecnológica, que corrompe e destrói esse homem que almeja a liberdade!

"A arte é essencialmente uma coisa privada, entregue as leis da concorrência. A sua comercialização, incide antes de tudo sobre as próprias obras, sobre a sua venda, a execução, a sua representação, e distribuição."

As obras que as idades consagram são valores seguros, que enchem de glória os museus....quer dizer que acaba-se criando somente para um tipo de público, marginalizando a massa...essa mesma massa que sente medo de se aproximar de uma galeria, ou até mesmo os consumidores anônimos, que nada entendem, mas gostam .... e esse mesmo homem contemporâneo que tenta falar da particularidade, se lança universalmente, e se monta dentro de um discurso que afasta as camadas populares, pois não há ainda uma leitura consciente, mas somente o" contato físico",e a essência não é alcançada.

Precisamos superar os valores tradicionais, afim de que o homem ganhe consciência de si mesmo, não deixando que as diferenças de classes, anule o resto do mundo. Devemos lutar por igualdade, e quebrarmos as grades da alienação.

Enfim, a arte moderna é a expressão do ser humano solitário, do indivíduo que se sente diferente dos seus companheiros.
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