segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

John William Waterhouse – 1849-1917 – Doce e suave Nino.

 

Como é bom nascer no seio de uma família que comunga os mesmos gostos. Caminhar juntos, crescer dentro de um estúdio de Arte, como um pássaro que voa buscando alimento. Tudo se torna doce, mais suave, sendo assim, mais fácil de encontrar em nós, aquilo que trazemos na alma e está oculto e que nem sempre conseguimos trazer à tona; por falta de oportunidade, incentivo, ou por nos perdermos no meio do caminho.

John William Waterhouse carinhosamente conhecido como - “Nino,” nasceu em Roma em 06 de Abril de 1849. Seus pais eram inglêses, ambos pintores, mudaram-se para Itália, em busca de Arte, e posteriormente transferidos para a Inglaterra.

Nino, ia crescendo, e se desenvolvendo num mundo determinado por cores, beleza e fantasia…e com isso, ia criando dentro dele sem ao menos perceber, seu verdadeiro talento, onde a mitologia, a poesia, estariam sempre presentes em suas obras.

800px-JWW_Ophelia_1889

O jovem desenvolveu o seu talento para a escultura e pintura.  Fêz várias tentativas de admissão para a Royal Academy, e finalmente em 1870, conseguiu. Em 1885, tornou-se um associado da Royal Academy, e em 1895 um membro de plenos direitos.

Waterhouse, foi muitas vezes classificado como um pré-rafaelista, por seu estilo e temas, mas é um pintor verdadeiramente neo-clássico.

Algumas das obras anteriores foram centradas em temas e cenários  italiano, referindo seu amor por seu lugar de nascimento.

Mais tarde, seus trabalhos pegou o estilo e temas clássicos dos pré-rafaelitas, como: Alma-Tadema e Frederick Leighton.

The Lady of Shalott -1888  Nino pinta mais de 200 pinturas retratando a mitologia clássica, histórico e literário indivíduos, particularmente, aqueles da mitologia romana e poetas clássicos (inglês) como: Keats e Tennyson.  Femme Fatale – é um tema comum em suas obras, como a maioria são mulheres bonitas , elegantes, vítimas de muitos homens.

Waterhouse, é um dos raros artistas, que se tornou popular e relativamente abastado finaceiramente quando vivo.

Hoje muitas de suas obras estão em coleções particulares ou em algum lugar desconhecido, no entanto, a maioria de suas pinturas mais famosas são encontradas  espalhadas  por toda a Inglaterra, e o restante podem ser encontrados ao redor do mundo.

440px-John_william_waterhouse_tristan_and_isolde_with_the_potion Posso dizer que não basta pintar, mas encontrar dentro da pintura, uma maneira de ser diferente. Buscar o inexplicável, sonhar e voar dentro deste sonho, mostrar a sua realidade, de forma misteriosa, assim como fez “Nino carinhosamente”, que de forma independente se revelou em cada uma de suas telas.

 John_William_Waterhouse_-_The_Shrine

Pinturas: 1 – Ophelia - 1889   - 2 – The Lady of Shalott –1888  - 3 – Tristan and Isolde –1916 -  4 – The Shrine 1895

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Alma de Flor - Yolanda Soares Freire Hinds-São Luis -Maranhão-Brasil-1940


Nem sempre conseguimos decifrar nossos sentimentos e em palavras explicar de fato tudo que vemos e sentimos. E quanto mais nos aprofundamos, mais vemos e quanto mais vemos mais pensamentos nos rodeiam e acabamos nos perdendo diante dessa trajetória tão rica, enigmática, que muito diz e nos lança ao mundo da realidade, mas de uma forma totalmente desfigurada, de linguagens diversas; que nos obrigam a sentir, refletir e descobrir novas maneiras de ver.


Animus - máscara - 1996


Quando falamos de ARTE, abrimos um leque de valores incalculáveis, intocáveis, submersos na realeza daquilo que somos e do que representamos. Por isso creio que dentro de cada artista existe um universo que aflora, grita, sente, emociona e ultrapassa as vezes o próprio entendimento.
Falar de Yolanda Freire, não é nada fácil, mas de fato muito prazeroso.Uma artista com uma capacidade enorme de abstrair da natureza humana uma maneira de contar histórias e através de suas obras tocar o coração de quem as aprecia.
Suas obras são nada mais que um chamado a consciência da vida e suas descobertas. Eu poderia fazer uma comparação com o MAR onde temos que percorrer até o fundo para descobrir tudo que está submerso.
Finitude - (Faz parte de uma série de quadros)-Técnica Mista -S/Tela

Assim Yolanda define: _ “ No meu processo de criação mantenho o meu olhar voltado para as civilizações antigas e (ou) primitivas.
Na matéria densa criada pela tinta e pelo movimento do pincel, vou descobrindo um momento da humanidade, grafismos arcaicos que remetem ao início da organização do ser humano, o geometrismo característico da expressão dos primitivos habitantes das Américas. Desenvolvo formas ordenadas através de sulcos de tintas monocromática
para melhor evidenciar o gesto na densa materialidade.”


Iniciou sua vida profissional como artista plástica em 1974 – realizando uma instalação e performance no Centro de Pesquisa de Arte Ivan Serpa, cujo o título “Pele de Bicho ou Alma de Flor”- onde expressou aspectos antagônicos da existência humana.
A partir de então desenvolveu vários trabalhos em performances e instalações apresentados em salões nacionais, bienais internacionais e museus.
Yolanda dedicou seu tempo em pesquisas onde a cor está associada a matemática, movimento geométrico, e passa a criar painéis modulados, onde o avanço e o recuo dos vários módulos aludem as modulações desenvolvidas por Cézanne (brancos), afim de abstrair a cor para melhor evidenciar as diferentes matérias criadas. E são através destas pesquisas que recebe convites para expor na Universitè de Sciences ET Techniques Du Languedoc (França), em alguma cidades da Itália através da Galeria 9 Collonne SPE, e finalmente obtendo sua primeira exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes (Vermelhos).

Yolanda não satisfeita com a densidade da tinta, adotou então o cimento, o concreto armado.
Posso dizer que Yolanda Freire é uma artista completa, dotada de muitas exposições nacionais e internacionais, em várias modalidades.Uma artista profunda e preparada para falar através de suas obras com muita maestria sobre a alma humana, dos valores muitas vezes esquecidos, desviados, perdidos no tempo e no espaço distantes, buscando emergir de um mundo “talvez” tão difícil mas não impossível de habitar.- O pensamento humano – (Instalação: "Pele de bicho ou Alma de Flor"


Maioba - 1985-
Quando comecei a escrever sobre esta artista, sabia que não seria fácil, mas espero ter chegado perto de sua grandeza.
Quero deixar aqui exposto que me sinto muito feliz de ter tido esta artista como minha professora na Faculdade Bennet.


Convido a todos que aqui passarem visitarem o site de Yolanda Freire e conhecer mais de perto sua trajetória de vida.
Termino esta postagem com algumas palavras da artista:
_ “Busco a estética dos arquétipos, a filosofia escondida das marcas que se repetem, os signos que amarram e organizam o pensamento humano.”
Livro publicado pela Artista - " O Espelho do Artista" - Fala do processo de desvelamento do sujeito inconsciente - Rio de Janeiro - Brasil -Companhia de Freud, 2006
Quem quiser conhecer mais de perto esta Artista Maravilhosa é só visitar: - http://www.viaarte.de/freyre/

sábado, 2 de outubro de 2010

Oração do Artista


"Senhor! Tu que és o maior dos artistas, fonte das mais belas inspirações, abençoa o meu talento e as minhas obras. Maravilhoso é o dom que me deste na louvada missão de servir-te com alegria, e de exercer o meu trabalho com amor e dedicação.
Por isso, agradeço-te por permaneceres sempre comigo.


Mesmo incompreendido ou diante de desafios, quero sustentar em minha vocação a energia de vencer e realizar meus projetos no imenso cenário da vida.
Dá-me equilíbrio entre a razão e a emoção, humildade e sabedoria para me aperfeiçoar.
Inspira-me, ó Mestre, à criação do novo e do belo!"

Esta oração eu li em um blog, e achei maravilhosa!!!! Ela define este momento em minha vida. Quero dizer a todos vocês que não desisti, muito pelo contrário, estarei voltando em breve.
Um grande beijo a todos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

2° Aniversário do Wallarte -

O tempo passa diante de nossos olhos, com uma rapidez de um mágico que encobre o verdadeiro segredo de sua mágica. Quando nos damos conta, o dia virou noite, a noite virou dia, e tudo vai girando como a roda que movimenta, transforma e realiza essa maravilha que chamamos de vida! Manter um blog, não é uma tarefa fácil... mais um níver do Wallarte – que completa em 14.08.10 – 2 aninhos... e eu, não poderia deixar passar em branco esse momento tão significante.

Contarei a vocês um fato que talvez já tenha causado alguma curiosidade em algum momento... mas deixarei o meu personagem “Walzinha” que hoje em especial foi desenhado por uma menina que eu posso dizer que desenha maravilhosamente, e que mesmo estando na linha de criação do anime-mangá tem estilo próprio – e gostaria de abrir aqui no Wallarte – um espaço para sua arte - seu nome é -
Jéssica Pereira Luquez – onde desde pequena desenhava, e com 12 anos começou a pintar quadros – essa menina é minha sobrinha, e tenho imenso prazer de poder expor seus desenhos aqui.

Oiiiiii.....bem, vocês devem ter percebido que o cursor do blog, é uma carta com naipe de Espada – sabem por que?
- Essa é uma estória muito interessante, onde me faz viajar no tempo. Em postagens anteriores, eu já algumas vezes falei da minha família, e esse fato tem a ver com meu pai...pois somos 5 irmãos(4 meninas e 1 menino)e meu pai, que gostava também de escrever, tinha seus momentos de criação... e teve uma idéia que achei maravilhosa...definiu cada filha como um naipe do baralho: Dama de Ouro, Dama de Copas, Dama de Espadas, e Dama de Paus, e meu irmão ficou sendo o Coringa – Nós adoramos, e assim ficou, e desde então passei a ser a "Dama de espada",
que vejo como um símbolo de proteção, força, e poder.
Se vocês repararem a Walzinha, verão que ela sempre traz em sua roupa esse símbolo.




Este selo foi feito para que fique gravado o 2° aniversário do blog Wallarte – e que todos os meus amigos ou não, possam levar como presente, um pedacinho de mim.


domingo, 4 de julho de 2010

RODIN - 2ª parte - " Uma releitura do " Pensador"

Releitura da escultura - O Pensador - Feito à nanquim e cor - por : Waleria Lima- Aos 40 anos, Rodin percebe que precisa se afundar dentro de si, reviver como um filme sua vida, e sentir cada sentimento vivido, sofrido e de certa forma superado, e tenta correr contra o tempo e encontrar através da criação, uma maneira de falar de si, da vida, da realidade humana. Abrir uma janela para a eternidade e com sua obra de pedra e bronze, para sua época fechada e indiferente. Assim expressará seu poderoso misticismo, sua inspiração ardente e constante, como se ardesse no fogo cósmico!.
-
“ O futuro começa para mim todos os dias” – confessa a um de seus íntimos interlocutores, sabedor de que o artista, era único depositário do sagrado em uma época dominada pelo ateísmo pragmático e vulgar, pela hipocrisia acovardada e inércia de uma igreja fechada.


Rodin investiga suas próprias raízes. Explora o gótico francês de Chartres e Amiens. Inspecionada palmo a palmo seus cantos e encantos. Penetra na magia do espírito medieval e extrai a grandeza religiosa de suas obras.
Sua obra mais falada e conhecida é o – Pensador – onde podemos ver nitidamente a criação e o criador, na sua total solidão, um encontro entre a matéria e o espírito, onde o questionamento é necessário... e ali, “talvez” esteja a síntese da vida deste mestre tão simples e ao mesmo tempo tão poderoso, tão enigmático e em outros momentos tão aberto. Talvez por isso, - “ O Pensador”- tenha sido atacado violentamente com um machado; o movimento Vitor Hugo, nunca chegou a realizar-se como Rodin o havia imaginado; o movimento a Balzac, foi rejeitado pela comissão encarregada de sua realização...pura incompreensão, que se denota em alguns de seus pensamentos:

- “ Não tenho amigos, devo viver sozinho. Mas sei que na minha arte Deus está perto de mim! Aproximo-me a ele sem temor. Sempre reconheci o destino da minha obra, também não me inquieta; nada de ruim pode vir dela para mim. Quem tenha compreendido se libertará da miséria que arrasta os homens!
Gente!!!! Agora que me dei conta, lá fora já é noite e continua chovendo!

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Pensador - François-Auguste René Rodin - França-1840/1917

Quando nascemos deixamos para trás o conforto, a proteção, a paz. Quando nascemos sentimos falta de ar, choramos, e não sabemos o que vamos encontrar pela frente. Crescemos e temos que fazer escolhas, e essa fase é a mais difícil, travamos uma batalha interior, onde tudo se torna tão grande, que parece não caber no peito.
A verdade é que temos medo de crescer e de sermos adultos. E por detrás da minha janela agora olho a paisagem lá fora... está chovendo, abro o computador e começo a escrever a história de um homem que fez da escultura sua razão de viver!!!


"Rodin era pequeno, quadrado, forte, tinha a cabeça completamente raspada, e uma barba abundante - foi-me apresentado suas obras com simplicidade dos que são verdadeiramente grandes - passava as mãos sobre suas esculturas e as acariciava”!
Nasceu em 12 de Novembro de 1840, na Paris sórdida e velha do Distrito do Val-de-Grâce. Seu pai Jean-Baptiste Rodin - era de origem normanda(simples funcionário da polícia) e sua mãe uma lorenesa (Marie Cheffer)s/segunda esposa.
Sua casa na rua d’Arbalette, limitava-se com os jardins que outrora tinham acolhido a infância de Victor Hugo.



Rodin sofreu muito com a miséria que envolvia seu lar. Sua única diversão era desenhar, mas muitas vezes faltava-lhe papel, e até o que comer.
Aluno do Val-de-Grâce, saiu de lá tão analfabeto quanto entrou, para desespero dos pais e professores. E diante do fracasso escolar, o pai parece que cansou, e passou a bola, entregando-o a um parente (Alexandre) que dava aulas em uma escola rural em Beauvais. Mas as coisas parecem que não surtiram efeito...pois nos estudos era muito fraco, mas como artista se deleitava na pura contemplação da paisagem e da terra, muito longe da sórdida penúria do bairro natal.
Em 1854, volta a Paris, e começa a frequentar uma escola de desenho, destinada a jovens operários. A sorte chegou perto dele, quando teve um encontro com Carpeaux um dos professores. Seus fracassos anteriores se converteram em medalhas de bronze, e em seus primeiros prêmios.


Rodin era disparado o melhor, isto nos faz entender que nem todos nasceram para o estudo, mas o dom, esse já vem formado. Mesmo tudo correndo as mil maravilhas, Rodin, vagava inquieto pelo Louvre, estudando e contemplando as obras primas. Em 1857, tentou conquistar por 3 vezes um espaço na Escola de Belas Artes, mas humildemente obedece seu destino, terá que formar-se longe das academias, dos lugares da Arte e se sujeitar a uma vida obscura e anônima. Trabalhava como menino de recado da mesma forma que Carpeaux(seu professor)no passado. Como vendedor em bazar e por fim, como pedreiro, sob as ordens de um decorador.
Com o escasso dinheiro que reúne, aluga um salão e o transforma em um estúdio. Modela uma cabeça de vagabundo e em 1860 um vagaroso retrato do seu pai.
Quando tudo parecia fluir, entra em desespero ao saber da morte de sua irmã, e se afunda num abismo. Tão grande é a dor que experimenta, que abandona tudo, batendo as portas de um convento, possuído por vertiginosas experiências religiosas – “ Quando era jovem e comungava me sentia penetrado por uma força que me transportava” – disse ele, de si mesmo.
Lá retratou o padre Eymard e em conversa com ele enquanto posava, percebeu que sua entrada na religião tinha sido uma fuga. E o padre então o anima a sair da ordem religiosa, e resgatar sua vida... assim foi...Rodin voltou com mais experiência, mais conhecimento, e mais forte pra continuar sua lida. Prosseguiu com seus dotes artísticos nas ruas, ateliês e ofícios.


Em 1864 entrou no ateliê do escritor Ernest Carrier Belleuse, e trabalhou na decoração escultórica de inúmeros edifícios de Paris. Nesse mesmo ano vê excluído do salão – “O homem do nariz quebrado”, ao mesmo tempo conhece “Rose Beuret(uma aprendiz de costureira) com a qual se unirá para sempre.
O futuro criador de “As portas do Inferno”, livre e espontâneo, indomável, se vê obrigado a vestir o uniforme de cabo da guarda nacional e submeter-se a disciplina militar, durante a guerra de 1870, entre França e Prússia, dado baixa por deficiência visual, continuando o seu trabalho com Carrier-Belleuse.
Em 1871, vai para Bruxelas trabalhar nas figuras que adornarão o novo edifício da bolsa.
No ano de 1875 partiu para Itália, onde estudou a obra de Michelangelo até 1877, retornando a Bélgica e depois a França. Participou do círculo artístico e literário de Bruxelas e do salão dos Artistas franceses com sua obra – “A idade do Bronze” – em 1877 como título de “O Conquistado”, e depois no salão de Paris, já com o título definitivo. É um não absoluto, masculino, e adolescente, tão realista, que os críticos se negaram a abdicá-lo a um escultor desconhecido e afirmaram que tinha sido realizada a partir de um molde extraído de um modelo vivo. Houve necessidade de abrir investigação na qual chegou a intervir o Ministério das Belas Artes, para que por fim a comissão encarregada declarasse que o autor não era um grande artista, mas que seria um grande escultor.
Hoje mais de 150 cópias da escultura adornam os museus do mundo. Porém naquela época não era dado a Rodin o devido valor, tendo que trabalhar para outros escultores.
O antigo padrinho “Carrier Belleuse” – o contrata como desenhista de vasos de SÉVRES e enquanto isso, Rodin dá início a outra obra prima – “São João Batista”, que foi exposto no salão em 1880 e foi um grande sucesso. Finalmente se reconheceu Rodin, - um grande escultor -!


*Essa história não termina aqui, no próximo capítulo eu termino, mostrando inclusive a maior obra deste artista - "O Pensador" - e a releitura que fiz de sua obra, me aguardem! Pois a parte mais "bonita" virá, onde mostrarei através de uma analise, um homem que eu encontrei através de suas obras, e em particular-"O pensador" - onde me afundei dentro de sua alma para poder entender e viver seus sentimentos mais profundos, e ricamente demonstrado através de uma visão de mundo, e do ser humano, e seus maiores valores!

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