sábado, 23 de março de 2013

Filho de peixe, peixinho é - Georges Braque - pintor francês (Argentevil - 1882/1963) - Paris

"Amo a regra que corrige a emoção.
Amo a emoção que corrige a regra."


Quando o vento sopra a nosso favor, tudo se torna mais fácil de ser conquistado.
Filho de peixe, peixinho é.  Você acredita neste provérbio?  _ sim,  concordo! _ não, hum… gostaria que você falasse -  por que?
Na vida deste artista, a história se repetiu - o pai mexia com pintura e decoração - o filho puxou o pai, e deu continuidade a tradição familiar.   Graças ao pai, converteu-se em aprendiz de decorador, tendo que imitar o mármore, a superfície de madeira e as superfícies douradas; teve que iniciar-se também como rotulista.

A aprendizagem técnica lhe fez entrar adulto na Escola de Belas Artes do Havre, e mais tarde no atelier do pintor Lecin Bonnat - 1833/1922, um bom retratista de personagens famosos.

Braque tinha sede de aprender, acumular conhecimento, descobrir seu verdadeiro estilo, até então não muito claro.
Sua maior influência, partiu de Paris, através das salas do Louvre, dedicadas a escultura egípicia e grega primitiva; acrescentando a Renoir com sua Moulin da Galette, pintura que admirou e saboreou até saciar-se.

Braque deu a volta ao mundo em relação aos movimentos e seus artistas, como: 
_ Matisse Fauvismo - Cezanne - deslumbramento causado por Demoiselles D' Avignon, e por quem estabeleceu uma sólida amizade  -  Cubismo Picasso - Revolucionária invenção, sem falar na personalidade e harmoniosa precisão.
Braque, conseguiu tirar desses artistas o melhor, e com isso enriqueceu seu conhecimento.

A primeira guerra mundial separou Braque e Picasso.  Mobilizado, Braque recebeu uma séria ferida na cabeça, deixando-o cego, embora lentamente conseguiu recuperar a visão. 
 Recebeu a cruz de guerra e da legião de honra.  Concluído o conflito, continuou sua amizade com Picasso, mas não seu vínculo artístico.


Sei que todos esses estudos, descobertas, contatos, serviram para que o artista descobrisse seu próprio caminho, que com o tempo o levou a frequentar Varenge Ville, uma localidade na Normandia Francesa, cuja a fria luminosidade parecia adaptar-se bem ao seu próprio temperamento, tanto que em suas produções posteriores aparecem paisagens e temas Normandos.

Espero que tenham gostado....até ã próxima.




2 comentários:

Densetsu disse...

"Filho e peixe, peixinho é" nem sempre é assim, acho que depende muito da pessoa e do cuidado e atençao que os pais dão para seus filhos o que é o caso aqui. O convivio com o oficio do pai e atenção que ele recebia do mesmo, ajudaram a desenvolver seu interesse e somente nesses casos que eu acho que o proverbio se segue... pois em outros casos os filhos não tem interesse no oficio do pai ou o pai não demonstra interesse no filho.interesse no filho.

Quanto ao artista realmente a amizade com Picasso influenciou muito sua arte e isso é notavel principalmente por que apesar de ele pertencer ao mesmo movimento ele conseguiu deixar sua assinatura caracteristica. ^^

abraço Wal. ^^
^^

wallper.lima disse...

Concordo com você sobre filho de peixe, peixinho é, pois nem sempre seguimos os pais, mas que a herança existe, isso eu tenho certeza.
Sobre a influências de outras artistas em sua pintura ficam bem claras, nos traços, nas cores, estilo...
Obrigada pelo comentário.
Bjo
WaleriaLima

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