sábado, 25 de maio de 2013

Andy Warhol - Norte Americano(Pittsburg) - 1928/1987


Quem seria Andy Warhol? Um homem revolucionário, um gozador ou apenas alguém almejando um minuto de fama?  Estaria eu errada, em dizer que a arte é muito mais que tudo isto? 

Reconhecido Andy Warhol passou a ser a estrela da POP ART - palavra usada pela 1a vez no âmbito das artes visuais, num quadro exibido na galeria whitechapel de Londres em 1956 - a exposição chamada:
_" ISTO É O AMANHÀ"- , celebrava a cultura popular comercial.  Seria definida como efêmera, sem pretensões de eternidade, até porque "talvez"não fosse  esse seu desejo.  Seria uma arte sem sentimento, retratando o existente ou apenas uma forma de chamar atenção e que servisse como desafio, questionamento ou crítica a banalidade, rompendo a barreira entre a cultura de elite e a cultura de massa.  



Este filho de emigrantes tchecos, nascido em Pittsburg em 1928, se transforma em um menino mimado de glória, de uma glória tão fulminante quanto " duvidosa", tão brilhante quanto afetada, e já não a abandonaria da publicidade, pintura ou cinema.




Warhol é tido como pioneiro de restauração mecânica da imagem plana, o pai de um estilo, de uma iconografia e de um certo tipo de sensibilidade moderna.
Em 1962/64, se especializa em notícias catastróficas, suicídio, bomba atômica, cadeira elétrica.  Esta banalidade de horror consagra seu êxito.

Encarna a América  marginal e a angústia existencial dos anos 60, parte da idéia de rostos de estrelas de Hollywood como:  Marilyin Monroe, Liz Taylor … e começa a trabalhar em série e mais tarde com as embalagens Campbell's Soapi (1961), e que o projetaram ao 1º plano da cena artística Nova Iorquina.


Tudo na vida de Andy Warhol foi alvo de críticas e questionamentos , tanto dentro do movimento POP ART em suas criações quanto em sua conturbada personalidade, causando estranheza, e até muitos mal entendidos, sendo baleado por motivos de ofensas.


Deixo aqui um questionamento:   
_ ART POP. seria a arte do povo ou seria a tentativa de uma mistificação de algo tão distante das grandes massas?  Qual o preço deste movimento que em tão pouco  tempo se perdeu, quem poderia responder?

2 comentários:

Tais Luso disse...

Oi, Wall!
Sempre surgirão transformações e novos movimentos na Arte. Aliás, como aconteceu na 'Arte das Instalações...'. E aí vem a pergunta:
É ARTE? O QUE É ARTE, constata-se que nunca se chegará a um consenso.

Então fica um conceito próprio, particular de cada um do que é arte. Ou apela-se para o democrático, para a liberdade de expressão, mas os que não gostam pelo resto de suas vidas dirão que não é arte: ou que é.
A Pop-art e Andy Warhol procuraram expressar a realidade do momento, da vida das pessoas no seu aspecto puramente simples e dominada pela indústria e tecnologia. Sob novas modalidades carregavam demais agressivas sugestões, desde o lirismo ao humor negro e à sátira social. Foi uma arte programada. Saiu do desejo de massificar, de popularizar a arte.
Com várias nuances de cor, Marilyn virou coqueluche. A POP-ART começou com a apropriação de objetos que, para surtir efeito precisava multiplicar-se, nos mesmos moldes da publicidade, da imprensa e da indústria das celebridades. Este era um dos segredos.

Beijos, amiga!

wallper.lima disse...

Realmente foi um movimento que conseguiu mexer com as opiniões, e conceitos da época.
Bjos.

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