terça-feira, 26 de setembro de 2017

A pintura e seus mistérios





Acho, veja bem,  "acho",  que todo artista esta sempre buscando desvendar os mistérios que estão a sua volta, em relação ao que sente e sobre tudo na realidade,  qual nosso papel, e o que ela representa.
Quando olho para um quadro, começo a indagar sobre a finalidade de uma pintura, e nas muitas maneiras de se olhar para esta mesma pintura e deixo meu pensamento se perder no tempo., como:
A figura vigorosa e convincente de um bisão pintado há uns 15 mil anos no teto de uma caverna. Qual seria a função desta pintura colocada num recanto escuro, a pouca distância da entrada de uma caverna, você saberia me dizer? 
Alguns pensam que sua finalidade pode ter sido mágica e que a imagem presumidamente habitava seu autor ou sua tribo, a surpreender e matar o animal, assim representado. 
O pintor rupestre pode ter alimentado a esperança de que o fato de captar a imagem do bicão na caverna lhe proporcionaria  capturar o próprio bisão. Seria uma forma de pensamento, cujo a representação do animal se torna viva e real, e arma uma maneira de associação do pequeno se tornar grande, e o grande se tornar presa.


Outra maneira relevante de ver a pintura consiste em indagar o que ela nos diz a respeito das culturas em que foram produzidas, de que forma isto enriquece, como nos reportamos, de que maneira nos confrontamos com o novo, com as diferenças, com as riqueza de cada povo?

Uma 3a forma de ver a pintura, consiste em procurar avaliar até que ponto elas são realistas. A semelhança com a natureza foi com frequência um dado muito importante  e desafiador para os artistas, especialmente durante a antigüidade clássica e no período que vai da época do renascimento até o início do século XX. 
Fazer  com que a pintura pareça convincentemente real apresenta problemas fascinantes e muitas gerações de artistas trabalharam com grande imaginação e a aplicação para resolvê-los. Tal preocupação nem sempre predominou no espírito dos artistas.  Neste momento vivemos de certa forma trajetórias conturbadas, onde está havendo um rompimento de valores onde está havendo um rompimento de valores, onde padrões não são mais seguidos com tanta fieldade ou nenhuma... e sabendo que a pintura é uma representação da realidade, e que cada artista segue uma tendência, constatamos que existe uma linha muito tênue, onde cada artista tem uma visão diferente, onde o real e o imaginário divergem e se aproximam dando espaço a uma nova visão.


Talvez uma 4a maneira se consiste em analisa-las em termos de construção, ou seja, o modo como formas e cores são usadas para produzir padrões dentro do quadro.  Nos colocamos no espaço, como ganhamos volume, curvas, movimento, se a pintura é tão diferente de uma escultura que definimos de tridimensional - (algo que podemos tocar, sentir) como algo vivo,  eis aí um grande desafio, trabalhar algo que chamamos de bidimensional em alguma coisa palpável!  Você já parou para pensar nisso tudo que acabei. de relatar? O quanto a pintura é revolucionária e capaz de mudar a vida, a visão de um povo?

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