segunda-feira, 16 de março de 2009

T E M P O


A minha amiga Donagata me desafiou para dar continuidade a
uma corrente de poesias. Então mãos a obra:
Nossa vida é orquestrada pelo tempo. Quando somos criança
nem percebemos muito essa passagem. Já adolescente queremos
dar corda no tempo, e quando chegamos a idade adulta,
sentimos saudade daquele tempo! - como somos engraçados...
imagina se o tempo parasse para escutar cada um de nós! A vida
seria estática, sem graça, e a roda do tempo perderia sua força
e seu movimento! Escolhi uma poesia de
Carlos Drummond de Andrade, considerado um dos principais
poetas da literatura Brasileira,
devido a repercussão e alcance se suas obras. Homem de
personalidade forte, quase um obstinado. Suas poesias e
crônicas falavam da sociedade, do medo do futuro , das
dualidades humanas e da história do Brasil.
O poeta nasceu em Itabira - Minas Gerais - em 31 de Outubro
de 1902 e veio morar no Rio de Janeiro em 1934.
Tive o enorme prazer de vê-lo várias vezes passar por mim,
pela rua Francisco Sá - em Copacabana, pois sempre tive muita
admiração pelo seu jeito de se expressar através de suas poesias.
Hoje temos uma estátua feita de bronze em sua homenagem,
onde Drummond, serenamente está sentado num banco no
calçadão de uma das praias mais lindas do Rio de Janeiro -
Copacabana- bairro que viveu, e que nem o - TEMPO -
tema de nosso desafio , será capaz de destruir!
CORTAR O TEMPO -
Quem teve a idéia de
cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer
ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente.
(Carlos Drummond de Andrade - Coletânia de Poemas do Livro:
A Vida Passada a Limpo).
Os blogs que escolhi para continuar esta corrente são: Sweet Parties

14 comentários:

Donagata disse...

Em primeiro lugar obrigada por aceitar este meu desafio. Depois, parabéns pelo seu belíssimo texto introdutório. Está excelente quando fala do conceito "tempo", já quase não precisava do poema e, muito importante, dá-nos uma breve imagem do poeta.
Finalmente, parabéns pela sua escolha. Carlos Drummond de Andrade, a par de Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e outros que agora, de repente, não me ocorrem, são autores que eu amo de verdade.
Mais uma vez obrigada e parabéns.

Scarlet (^ - ~) disse...

Muito boa escolha para poesia. Sempre admirei Carlos Drummond de Andrade, e sempre gostei de poesias. Mas, com o tempo, eu esqueci de sonhar (o que acontece quando leio poesias) e perdi esse encanto... Mas você, com esse post, me reviveu! Agora estou inspirada novamente!!
Como gosto de ler poesias!!

Obrigada!!
PS: texto de introdução belíssimo!!

Vou continuar comentando neste blog encantador!!

Patrickíssimo disse...

...Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final...(Pato Fu)

Estive por aqui.

Efigênia Coutinho disse...

Estimadíssima wallper.lima , é com muita, mais muita alegria que aqui estou, e participarei sim, com minha contribuição sobre o tema, peço apenas que me espere até a noite, pois estou de saída para Blumenau, na volta enviarei os meus versos sobre o Tempo, tema que adoro escrever, com admiração e carinho,
Efigênia Coutinho
ps: amei o quadro acima da entrada do seu Blog

manzas disse...

Tocavam os raios ensolarados e madrugadores
Nas vastas planícies, terras por conquistar…
Do chão brotavam vidas e esperanças de amores
Colhidas por ninfas ao som de flautas, a dançar

Mas nessas terras, também corriam ventos de tirania
Trazidas por lordes e senhores de um Rei ditador…
Cobrando liberdade a um povo que por ela ardia
Forçados às leis impostas pelas espadas, suor e dor

Um resto de uma agradável semana!

Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

Bernardo disse...
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Brumas do Tempo ® disse...

Olá, Waleria!

Ah, esse tempo que corre feito o vento... Adorei seu espaço!

A arte é a mais bela forma de elevação espiritual e quando feita com amor, enaltece ambas as partes, quem o compõe e aquele que admira. Parabéns!

Beijos e bênçãos...

)O( Rowena

Eliana / Lu Maria disse...

Olá!

Perdoe-me pela distração...
Ao entrar em teu blog, lembrei exatamente quendo o visitei. Para não perder o contato, estamos seguindo o teu. É um espaço lindo!! Amor à primeira visita. Posso pedir-te algo? Põe Cecília, Vinícios e Quintana?? Põe, põe! Rsrs.

Abraços e mto axé!

LU MARIA

Tais Luso de Carvalho disse...

Oi, Walzinha...Estou correndo contra o tempo! Achei meu poema; tinha pensado em Quintana, mas sabia que o Bernardo vinha com tudo, rsrsrs. Então parti para outras procuras. Será minha próxima postagem. Um pouquinho mais de tempo solicito a esta corrente de amigos.

Lindo este do Drummond!
Beijos
Tais

Canteiro Pessoal disse...

Oie Wallarte, ameiii... a surpresinha.
Olha, vou participar, só vou demorar uns dias para colher um texto de "tempo", pois estou escrevendo um texto [este que está vindo em parcelas] que num bom sentido está tomando as energias.
A propósito, ameiii... o texto que escolhestes. O trecho que aprecio é; "Quem teve a idéia de
cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial".

Beijos milll e perfumadinhos.

Pazzz...

Anna Leão disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Luma D. disse...

Oi, Waleria.
Quero parabeniza-la pelo post, tanto a introdução quanto a escolha do poema estão de muito bom gosto.

Olha, eu faço a assinatura, sim... Só preciso que você me esclareça se é uma assinatura normal ou button de link-me. Eu coloquei no blog meu endereço de email e Orkut, assim fica mais fácil pra nos comunicarmos.
Irei aguardar sua resposta.

Beijos.

=)

wallper.lima disse...

Tempo, tempo, tempo,... passou...
adorei tds os comentários,
foi mto legal participar desse desafio.
Bjs a tds.
Wal.

Isabel Lemgruber disse...

Não dá prá dizer simplesmente - "adoro ler Drummond". Não. Ler Drummond, é mais como "re-tocar" (tocar de novo)os recantos de vida que dormem dentro de nós. Amei!
Bj,
Isabel.

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